Filmes e documentários que nos ajudam a ressignificar a solidão

Esse sentimento complexo que faz parte das nossas vidas também está presente na arte

A solidão está presente na vida humana desde o nascimento até a morte. Isso porque todos nós nascemos e morremos sozinhos, sem trazer ou levar ninguém conosco. O que nem todo mundo sabe é como lidar com algo, aparentemente, tão natural no decorrer da nossa existência.

Seja na ida ao médico, na hora de fazer as compras de supermercado ou numa viagem de retorno à casa dos pais pela Viação Cometa, vários são os momentos em que as pessoas podem ter essa sensação de solitude.

Mais que isso, existem várias convenções e pressões sociais que acabam nos levando a crer que ficar sozinho é, de fato, algo horrível. Então, porque não refletir a respeito desse sentimento tão complexo? Uma das formas é ressignificá-lo através da arte, com filmes e documentários.

As diferentes causas da solidão

Os versos de Paulinho da Viola diziam que a “solidão é lava que cobre tudo; amargura em minha boca; sorri seus dentes de chumbo. Já segundo os de Alceu Valença, “a solidão é fera, a solidão devora; é amiga das horas prima irmã do tempo; e faz nossos relógios caminharem lentos; causando um descompasso no meu coração”.

Esse sentimento altamente complicado é visto de maneiras e em diferentes e em momentos da vida. Existe a solidão inevitável, própria do humano, mas também aquela que é fruto do sentimento de abandono.

O vazio existencial também pode ser entendido como solidão, um sentimento de incompatibilidade com a realidade, enquanto se busca (ou não) compreender qual o sentido da vida.

Há também a solidão necessária para que possamos alcançar certos patamares psicológicos e espirituais, a exemplo do autoconhecimento e do contato com seres divinos e místicos.

Enfim, o olhar sobre a solidão não pode ser definido por um único ângulo, já que este sentimento aparece de diversas formas ao longo das nossas trajetórias humanas. A arte, por sua vez, pode incorporar essa emoção através de filmes e documentários, que acabam por nos ajudar a ressignificar o que é a solitude.

Wall-E (2008)

Essa animação da Pixar, traz a história do pequeno Wall-E, um robô criado para compactar o lixo existente no planeta Terra de 2110 d.C.. Os humanos já não habitam mais ali, devido à destruição ambiental e contaminação do ar, restando ao robozinho a tarefa de reunir os restos que ainda permeiam o antigo Planeta Azul.

Apesar de ser uma animação futurista, o filme traz questões como a degradação humana e suas consequências, mas também mostra a solidão sentida por um ser robótico, diferente de nós.

A Era da Solidão (2016)

Para quem prefere assistir a documentários, A Era da Solidão é uma ótima pedida por abordar essa temática que é tratada como uma verdadeira epidemia que assola tanto os mais novos quanto os mais velhos na nossa sociedade atual.

O documentário da BBC, dirigido por Sue Born, traz questionamentos um tanto quanto pertinentes ao século XXI, em que tudo se faz mais rápido e fácil, graças à tecnologia, mas ainda assim não é capaz de suprir a finitude humana.

Náufrago (2000)

Um dos maiores clássicos do universo cinematográfico, quando se pensa em solidão, sem sombra de dúvidas, é o Náufrago. O filme, estrelado por Tom Hanks, conta a história de um engenheiro de sistemas que, por conta de um acidente aéreo, acaba ficando preso numa ilha deserta por quatro anos.

Sozinho, o personagem precisa se adaptar à nova realidade, enquanto se relaciona com uma bola de vôlei a qual chama de Wilson, devido ao nome da marca do objeto. Uma verdadeira lição de sobrevivência em meio à total solidão.

Jovem Solidão (2018)

Outro documentário que aborda a temática da solidão, dessa vez focada no diálogo entre a cineasta francesa Claire Simon com adolescentes do ensino médio, nos subúrbios de Paris.

A partir desse diálogo, histórias vão surgindo: são as narrativas vividas por cada um desses jovens, que engloba, além da solidão, as relações familiares, as paixões concretizadas ou não, e um pouco da experiência particular de cada um.

Como Ser Solteira (2016)

O filme traz uma nova ideia do que a solidão pode significar. Na história, a personagem principal decide dar um tempo no seu relacionamento na tentativa de se conhecer. No entanto, quando se arrepende, percebe que é tarde demais.

Em meio ao medo de ficar só, a jovem se relaciona com diferentes tipos de homens para, no final, descobrir que, às vezes, ficar sozinha é a melhor forma de se reencontrar.

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