Idas e vindas em Campinas: veja como está a situação do aeroporto que é o maior centro de carga da América do Sul

Devido à pandemia do coronavírus, aeroporto teve que diminuir o número de voos.

O aeroporto de Campinas era conhecido por ser bastante movimentado. No final do ano passado, era previsto um recorde no número de passageiros para 2020. Em março de 2019, o local chegou a ter mais de 837 mil pessoas circulando por ali.

Em 2020, no mesmo mês, a pandemia da COVID-19, mesmo que ainda no início, aqui no Brasil, já mostrava seu impacto: foram apenas 575 mil viajantes, uma queda de mais de 200 mil pessoas. Claro que em março, as pessoas ainda usavam a Planalto Transportes para irem até Viracopos e fazerem viagens nacionais ou internacionais.

No entanto, assim que o coronavírus tomou grandes proporções, as fronteiras foram fechadas e os voos suspensos, mesmo dentro do país. O isolamento social se mostrava a única forma de proteger a população e conter o avanço da doença.

Por outro lado, o fluxo de cargas já havia diminuído antes mesmo da pandemia. Eram os passageiros quem garantiam o lucro da empresa responsável por administrar o aeroporto de Campinas. Ou, ao menos, que Viracopos conseguisse pagar seus impostos e arcar com suas dívidas.

Agora, com a redução no número de viajantes e de voos, o aeroporto ficou responsável por receber as cargas de testes para a COVID-19 e realizar envio de outros carregamentos de forma mais rápida e eficiente. A ideia é que não seja preciso parar 100% da operação.

Diminuição de 85% a 90% de voos

Dois terminais de embarque e desembarque estão fechados desde o começo de abril, quando São Paulo deu início a medidas mais restritas de quarentena. Terminais A e C não estavam, e ainda não estão, mais recebendo voos.

Atualmente, somente o terminal B segue em operação, recebendo de 10% a 15% de voos que ainda permanecem saindo e desembarcando em Viracopos.

Como Campinas entrou em isolamento social, assim como outras cidades brasileiras, a decisão de reduzir os voos foi essencial. O objetivo principal era evitar aglomerações no aeroporto e, ao menos, tentar reduzir o índice de transmissão da doença.

Todos os trabalhos feitos no único terminal aberto também seguem reduzidos ao funcionamento mínimo. A ideia é fazer uma contenção de custos e, também, evitar muitas pessoas trabalhando no mesmo local, o que as colocaria em risco e aumentaria a transmissibilidade do vírus.

Dívidas da ABV cresceram

A ABV (Aeroportos Brasil Viracopos), responsável por administrar o Aeroporto de Viracopos, já tinha anunciado que estava trabalhando na redução de custos. A empresa sabia que, quando foi decretada a quarentena, os números de voos seriam reduzidos ao mínimo, inclusive, os de cargas.

As dívidas da ABV já passam da casa dos sete bilhões de reais e, para ajudar a empresa a se manter, os impostos federais a serem pagos foram adiados por três meses — pedido feito pela própria ABV, ainda no início de abril, quando começou a sentir os primeiros impactos da pandemia.

Como São Paulo pretende afrouxar um pouco as medidas de isolamento em algumas cidades e garantir que mais testes para identificação do coronavírus sejam feitos, o aeroporto pode ser beneficiado.

Transporte de cargas é o que mantém o aeroporto

A vantagem de permitir o embarque e o desembarque de cargas é o que permitiu que Viracopos não parasse completamente. Além de receber as encomendas dos testes para a COVID-19, o aeroporto movimenta, também, outros produtos, que vêm sendo enviados pelo transporte aéreo.

A quarentena exigiu mudanças na forma como é feita a compra e o envio de produtos. Assim, algumas empresas acabam preferindo a rapidez do transporte feito por avião, especialmente, quando algo é enviado para uma região mais distante do Brasil. Agora, resta esperar que o Plano São Paulo consiga beneficiar, também, Campinas e seu aeroporto.

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